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janeiro 07, 2011

Mesmo não sendo, eu queria


Eu devia parar de julgar as pessoas, mas o fato delas me desafiarem, só me faz as julgarem mais. Eu cometo erros, pecados e até tenho meus desejos, mas nada se compara a alguns equivocos que me deparo. Não é questão de ser chata ou egoísta, é simplesmente o fato de eu odiar que me passem pra trás. Quem é você pra fingir o que não é e depois simplesmente me dar as mãos? Me apunhala pelas costas e depois se faz de uma boa pessoa?
Eu tenho defeitos, mas o pior deles é não conseguir ser como essas pessoas. Falsa. Eu podia ser medíocre, e pensar como vocês, mas não sou. E nunca vou ser.
E é por isso que eu devo continuar com a minha vida, com os meus defeitos, pecados e desejos, sem me importar quem me apunhala. Porque por mais que hoje eu sofra, quem me faz sofrer terá um futuro promissor... de coisas ruins. Enquanto eu estarei sorrindo, fingindo que nunca soube. Talvez eu nunca saiba, quem sabe.
Amanda Ferreira

janeiro 04, 2011

Esqueci o que é amor.

   São quatro horas da tarde de uma terça-feira chuvosa. Eu saio na chuva tentando encontrar algo para me distrair e não lembrar de você. Ando por ruas desconhecidas, converso com pessoas estranhas e viajo num pensamento que não sai de mim a dias.
     Estou aqui sentado, tentando escrever algo pra liberar esse amor que ainda é preso em mim com todas as forças. Um amor secreto, que um dia você soube existir. E hoje você já nem me conhece mais.
   Não sei onde você está, nem ao menos com quem está. O que eu queria te lembrar é de algo que me fez prometer, com quem e onde estiver não te esquecer, mas onde está você?
   A chuva se mistura com minhas lágrimas salgadas, olho para os lados e vejo rostos onde encontro meu antigo "eu". Onde esse meu "eu" era apaixonado, acreditava num amor impossível, e você também me fazia acreditar nesse amor tão louco. Esse "eu", que acreditava em algo que não entendia, algo que nem ao menos confiava, como poderia alguém confiar em algo tão futil?
    Esqueci o que é amar, esqueci do amor, mas então porque não consigo esquecer de você, será que isso foi mais do que amor?

Marcus James

janeiro 03, 2011

Platônico



E o pior de tudo é o corpo, que aqui dorme enquanto o coração bate, em outro lugar. Enquanto o corpo aqui descansa, o coração viaja, pra perto de você. Chora, ri, sente saudades. Saudades do invisível, do irreal. Incrível como ilusões fazem nosso coração pulsar mais rápido, disparando num segundo, alcançando recordes de velocidade. Você sabe que não é real, e ainda sim, mergulha de cabeça. Faz certas loucuras. Se entrega e realmente quer fazer acontecer. Mas a realidade lhe impõe certos quesitos e você não pode cumpri-los. Então você sonha. E se teletransporta no meio da noite, e na madrugada encontro um abrigo na lua, para corações despedaçados como o seu. Um encontro a sós, você e eu. Meu coração grita teu nome, sem ao menos saber pronuncia-lo. E aqui no meu quarto escuro, sozinho desejo um abraço, seu sorriso de perto. Uma palavra de amor. E aqui dentro, uma mão escreve uma canção e um corpo põe a descansar. A mente voa, sonha e se tranqüiliza no seu olhar, um olhar projetado por um jogo de cores. Um olhar nunca olhado nos olhos. E o coração... bem, o coração está ao seu lado, pulsando, rindo, chorando. E embora isso nunca vá acontecer, eu vou continuar a sonhar. Porque mesmo assim, eu consigo me alegrar na mentira.

William Balmant

Platônico

Mesmo estando longe
sinto teu perfume, seu calor,
e querendo te esquecer,
preciso ainda mais do seu amor


Olho o sol, queima meus olhos,
mas ainda sim, quero olha-lo
e apreciar sua beleza, seus olhos,
por fim, quero ama-lo

Um amor platônico,
platônico...
Um dia real, imortal,
e agora, passado, final.

Seus olhos me olham de outra maneira,
ninguém vê o que vemos,
que um dia nos amamos,
e hoje, nada mais do que falsos amigos.

Eu peguei na sua mão
e você soltou, acabou?
Tudo foi em vão.
Platônico, o que foi real passou.

Marcus James