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setembro 05, 2010

Últimas Promessas

Essas são as últimas palavras,
que sobre ti escreverei,
e tudo que um dia lhe falarei.
De tudo que passou, só restam mágoas.

Essas são as últimas saudades,
que de ti sentirei,
e das lembranças que guardei.
E como ouvidos, uso minhas caladas paredes.

Esses são os últimos suspiros,
que por você lamentarei,
do sofrimento, que agora, não sentirei.
E já cansei de escrever falsos versos.

Essas são as últimas desculpas,
que por te amar eu lhe darei,
esqueça, não sobrou nada do que lhe falei.
Desculpa, minha vida já cansou de palavras.

Essas são as últimas promessas,
que, mais uma vez, lhe prometerei,
prometo, que nunca mais te procurarei.
Já é tarde pra tentar voltar atrás.

Marcus James

Outro alguém, não você

  É bom lembrar, recordar aqueles momentos que você disse que me amava, aqueles momentos que você ficava com ciúmes de tantas coisas bobas, e hoje saber que o que sentimos foi real, e isso você não pode apagar.
  As lembranças me fazem lembrar que um dia eu acreditei que passaríamos o resto de minha vida te dizendo o quanto eu te amo a cada nascer do sol, você iria me olhar e me abraçar como um dia você me abraçava, e eu ia continuar a te achar linda de qualquer maneira, até de chinelos e cabelos embaraçados, saudade de acreditar nisso...
  Eu ainda lembro das promessas que você me fez, das loucuras prometidas por você. E do beijo que um dia eu não te dei, do olhar que você me olhou quando eu sorri pra você, do sorriso que me deu quando eu te olhei... Ainda lembro de tudo isso.
  E o que mais dói é a verdade que tudo isso não voltará mais, e as promessas morreram na linha do tempo, e tudo que eu não te disse, não direi mais. Não quero que isso volte, quero alguém que me entenda e viva ao meu lado como você não fez, mas não quero me apaixonar por outro alguém a não ser você...

Marcus James

setembro 03, 2010

Encontrei você.












Não poder te ver é estranho,
te lembrar e não te ter aqui,
me falando coisas que ressuscitam um sorriso, 
escondido, mas real.

É tão estranho eu pensar assim,
e você nem entender o que digo.
Essas palavras ditas ao mover de seus lábios,
será que um dia foram reais,
ou podem se tornar algo a mais para nós?

A tristeza que passou, já nem ligo mais,
passou, pra insistir no que acabou,
se sei que isso não é que quero mais?
E as palavras que disse a outro alguém,
as vezes me perturbam, mas sei que não volta atrás,
e sei que o que preciso são suas palavras, 
e do seu sorriso, tão lindo.

Pode até ser mentira o que digo aqui, 
mas já não tenho medo de gritar ao mundo,
de que o que eu preciso, eu encontrei em você.

Marcus James

setembro 01, 2010

Vício


  Ele estava sentado a beira da ferrovia, já tinha se acostumado a ficar ali, sozinho. Passava horas ali quando podia, esperando o retorno de alguém que nem sabia o nome. A conhecera ali, no mesmo lugar que estava sentado, sabia que era impossível vê-la novamente, o dia que a conheceu já passou há muito tempo... Mas ele não ligava, gostava de alimentar sua esperança que um dia ele volte, essa esperança o aquecia por dentro...
  Não sabia quem era ela, a viu somente aquela vez, mas ele sabia, em seu interior, que nunca veria um sorriso tão lindo quanto o dela, e não olharia outros olhos castanhos tão tocantes como o dela. Ele sabia que o acaso de se encontrarem ali, na sua primeira hora na nova cidade, não era acaso, e por isso gostava de crer que um dia o destino a traria de volta, ao mesmo lugar que um dia se encontraram.
  Corria até a ferrovia todos os dias às seis da tarde, logo ao sair do trabalho, e ali permanecia horas observando estranhos embarcando e desembarcando de suas longas viagens, alguns até o conheciam de tanto ficar ali.
  Não chegou a vê-la outra vez, e não encontrou outro alguém que a substituísse, talvez porque ele não queira queria esquece-la, ou talvez porque não conseguia parar com seu vício, sempre espera-la.

Marcus James